Resultados da pesquisa sobre exercício e alimentação orientam ações da SSI-Saúde
O levantamento de 2025, voltado à prática de atividade física e à alimentação, contou com a participação de centenas de integrantes de todo o país e oferece um panorama atualizado que já vem orientando o planejamento das ações institucionais de promoção da saúde.
A iniciativa integra a estratégia contínua da SSI-Saúde de monitorar fatores diretamente relacionados à qualidade de vida, à prevenção de doenças crônicas e ao bem-estar no trabalho, considerando os diferentes contextos de atuação, presenciais e remotos.
Atividade física: maioria ativa, mas sedentarismo segue como alerta
Os resultados indicam que a maioria dos integrantes do MPF mantém algum nível de prática de atividade física. Do total de respondentes:
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68,5% são considerados fisicamente ativos;
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15% são classificados como pouco ativos;
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16,45% são sedentários, ou seja, praticam menos de 30 minutos semanais de atividade física.
Embora o percentual de pessoas ativas seja expressivo, o sedentarismo permanece como um ponto de atenção, sobretudo em alguns recortes específicos. Os dados mostram maior proporção de sedentarismo entre integrantes mais jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, entre pessoas com nível médio de escolaridade e em parte do público masculino.
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BOX 1 — Atividade física (2023–2025) Como evoluiu o nível de atividade física dos integrantes do MPF
Resumo: |
A pesquisa também tem avaliado o nível de motivação para a prática de exercícios físicos. Em uma escala de 0 a 5, a motivação média foi de 3,72, indicando que existe disposição para a prática de atividade física, ainda que nem sempre essa intenção se traduza em regularidade. A análise dos dados mostra que níveis mais elevados de motivação tendem a estar associados a maior tempo de prática de exercícios.
BOX 2 — Motivação para a prática de exercíciosEscala de 0 a 5 (quanto maior, maior a motivação)
Resumo: |
Alimentação: rotina estruturada, com espaço para melhorias
Em relação aos hábitos alimentares, o levantamento revela um padrão relativamente organizado. A média geral foi de 3,98 refeições por dia, e mais de 70% dos participantes relataram realizar quatro ou mais refeições diárias, número considerado adequado do ponto de vista nutricional.
As refeições mais frequentes são almoço, café da manhã e jantar, seguidas pelo lanche da tarde. O consumo de alimentos considerados fatores de proteção, como feijões, lentilhas, frutas, verduras, hortaliças e laticínios, aparece de forma consistente na rotina alimentar do público interno.
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BOX 3 — Número de refeições por dia Rotina alimentar dos integrantes do MPF
Resumo: |
Por outro lado, os dados indicam a necessidade de atenção contínua ao consumo de alimentos ultraprocessados. Embora a maioria relate consumo pouco frequente de refrigerantes, frituras e produtos industrializados, esses itens ainda fazem parte da alimentação de uma parcela dos respondentes, o que reforça a importância de ações educativas voltadas à alimentação saudável.
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BOX 4 — Alimentação: fatores de proteção x fatores de risco Tendências observadas entre 2023 e 2025 🟢 Fatores de proteção (consumo frequente):
🔴 Fatores de risco (consumo ainda presente):
📌 Leitura do dado: |
Perfil dos participantes
A pesquisa contou com a participação de integrantes de todas as regiões do país, com maior concentração no Distrito Federal e em grandes estados. A amostra é composta majoritariamente por pessoas com nível superior e pós-graduação, e predominância das faixas etárias entre 40 e 59 anos, refletindo o perfil do quadro funcional do MPF.
Subsídio para ações de promoção da saúde
Para a SSI-Saúde, conhecer os hábitos de vida do público interno é fundamental para o desenvolvimento de políticas de promoção da saúde mais efetivas. Os resultados do levantamento reforçam a importância de iniciativas que:
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incentivem a regularidade da atividade física, especialmente entre públicos mais jovens;
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promovam melhorias nos hábitos alimentares, com foco no aumento do consumo de frutas, verduras e hortaliças;
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considerem as diferenças de perfil, faixa etária e escolaridade na formulação das estratégias de cuidado.
Os dados obtidos subsidiam programas já existentes e o desenvolvimento de novas ações voltadas à prevenção de doenças, ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional e à melhoria da qualidade de vida no trabalho, reafirmando o compromisso institucional com uma política de saúde baseada em evidências e planejamento contínuo.
Para ter acesso aos dados consolidados das pesquisas, clique aqui.
