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Resultados da pesquisa sobre exercício e alimentação orientam ações da SSI-Saúde

Desde 2023, a SSI-Saúde tem realizado pesquisas periódicas para conhecer os hábitos de saúde de membros e servidores do MPF.

O levantamento de 2025, voltado à prática de atividade física e à alimentação, contou com a participação de centenas de integrantes de todo o país e oferece um panorama atualizado que já vem orientando o planejamento das ações institucionais de promoção da saúde.

A iniciativa integra a estratégia contínua da SSI-Saúde de monitorar fatores diretamente relacionados à qualidade de vida, à prevenção de doenças crônicas e ao bem-estar no trabalho, considerando os diferentes contextos de atuação, presenciais e remotos.

Atividade física: maioria ativa, mas sedentarismo segue como alerta

Os resultados indicam que a maioria dos integrantes do MPF mantém algum nível de prática de atividade física. Do total de respondentes:

  • 68,5% são considerados fisicamente ativos;

  • 15% são classificados como pouco ativos;

  • 16,45% são sedentários, ou seja, praticam menos de 30 minutos semanais de atividade física.

Embora o percentual de pessoas ativas seja expressivo, o sedentarismo permanece como um ponto de atenção, sobretudo em alguns recortes específicos. Os dados mostram maior proporção de sedentarismo entre integrantes mais jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, entre pessoas com nível médio de escolaridade e em parte do público masculino.

BOX 1 — Atividade física (2023–2025)

Como evoluiu o nível de atividade física dos integrantes do MPF

  • 2023
    🔹 Cerca de 69% dos respondentes eram considerados fisicamente ativos.
    🔹 O percentual de sedentários estava em torno de 16%.

  • 2024
    🔹 Houve leve redução no percentual de ativos (aprox. 66%).
    🔹 O sedentarismo apresentou aumento, chegando a 18,3%, especialmente entre jovens e servidores de nível médio.

  • 2025
    🔹 O percentual de pessoas fisicamente ativas voltou a crescer, alcançando 68,5%.
    🔹 O sedentarismo foi reduzido para 16,45%, indicando estabilização e leve melhora no cenário geral.

Resumo:
A maioria dos integrantes mantém algum nível de atividade física ao longo dos anos, mas o sedentarismo permanece como um ponto de atenção contínuo, sobretudo em públicos específicos.

A pesquisa também tem avaliado o nível de motivação para a prática de exercícios físicos. Em uma escala de 0 a 5, a motivação média foi de 3,72, indicando que existe disposição para a prática de atividade física, ainda que nem sempre essa intenção se traduza em regularidade. A análise dos dados mostra que níveis mais elevados de motivação tendem a estar associados a maior tempo de prática de exercícios.

BOX 2 — Motivação para a prática de exercícios

Escala de 0 a 5 (quanto maior, maior a motivação)

  • 2023: média próxima de 3,7

  • 2024: leve queda para 3,63

  • 2025: recuperação para 3,72, com valor mais frequente 4

Resumo:

A motivação se mantém em nível moderado ao longo dos anos. Embora a maioria demonstre vontade de se exercitar, transformar motivação em regularidade ainda é um desafio.

Alimentação: rotina estruturada, com espaço para melhorias

Em relação aos hábitos alimentares, o levantamento revela um padrão relativamente organizado. A média geral foi de 3,98 refeições por dia, e mais de 70% dos participantes relataram realizar quatro ou mais refeições diárias, número considerado adequado do ponto de vista nutricional.

As refeições mais frequentes são almoço, café da manhã e jantar, seguidas pelo lanche da tarde. O consumo de alimentos considerados fatores de proteção, como feijões, lentilhas, frutas, verduras, hortaliças e laticínios, aparece de forma consistente na rotina alimentar do público interno.

BOX 3 — Número de refeições por dia

Rotina alimentar dos integrantes do MPF

  • 2023:
    🔹 Mais de 70% realizavam quatro ou mais refeições diárias.

  • 2024:
    🔹 O padrão se manteve estável, com destaque para almoço, café da manhã e jantar.

  • 2025:
    🔹 Média geral de 3,98 refeições por dia.
    🔹 A maioria segue dentro do intervalo considerado adequado (4 a 6 refeições).

Resumo:
A rotina alimentar apresenta boa organização ao longo dos anos, reduzindo longos períodos de jejum e favorecendo melhor distribuição energética.

Por outro lado, os dados indicam a necessidade de atenção contínua ao consumo de alimentos ultraprocessados. Embora a maioria relate consumo pouco frequente de refrigerantes, frituras e produtos industrializados, esses itens ainda fazem parte da alimentação de uma parcela dos respondentes, o que reforça a importância de ações educativas voltadas à alimentação saudável.

BOX 4 — Alimentação: fatores de proteção x fatores de risco

Tendências observadas entre 2023 e 2025

🟢 Fatores de proteção (consumo frequente):

  • Feijões, lentilha e grão-de-bico

  • Leite, queijos e iogurtes

  • Frutas e verduras (consumo regular, porém abaixo do ideal em parte da amostra)

🔴 Fatores de risco (consumo ainda presente):

  • Doces e sobremesas

  • Refrigerantes e bebidas adoçadas

  • Frituras e alimentos ultraprocessados

📌 Leitura do dado:
Embora o consumo de ultraprocessados seja baixo para a maioria, ele permanece como ponto de atenção. O principal desafio segue sendo aumentar a ingestão diária de frutas, verduras e hortaliças.

Perfil dos participantes

A pesquisa contou com a participação de integrantes de todas as regiões do país, com maior concentração no Distrito Federal e em grandes estados. A amostra é composta majoritariamente por pessoas com nível superior e pós-graduação, e predominância das faixas etárias entre 40 e 59 anos, refletindo o perfil do quadro funcional do MPF.

Subsídio para ações de promoção da saúde

Para a SSI-Saúde, conhecer os hábitos de vida do público interno é fundamental para o desenvolvimento de políticas de promoção da saúde mais efetivas. Os resultados do levantamento reforçam a importância de iniciativas que:

  • incentivem a regularidade da atividade física, especialmente entre públicos mais jovens;

  • promovam melhorias nos hábitos alimentares, com foco no aumento do consumo de frutas, verduras e hortaliças;

  • considerem as diferenças de perfil, faixa etária e escolaridade na formulação das estratégias de cuidado.

Os dados obtidos subsidiam programas já existentes e o desenvolvimento de novas ações voltadas à prevenção de doenças, ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional e à melhoria da qualidade de vida no trabalho, reafirmando o compromisso institucional com uma política de saúde baseada em evidências e planejamento contínuo.

Para ter acesso aos dados consolidados das pesquisas, clique aqui.

 

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